A preparação mental dos atletas tornou-se uma componente central nos desportos de alta competição, e José Luís Horta e Costa sublinha que este aspeto já não pode ser ignorado por quem pretende alcançar e manter a excelência desportiva. De acordo com o analista, a evolução no entendimento da importância da saúde mental trouxe mudanças significativas na forma como atletas, treinadores e organizações planeiam as suas estratégias de sucesso.
José Luís Horta e Costa observa que, tradicionalmente, o treino mental era limitado a aspetos motivacionais básicos, muitas vezes desvalorizado em comparação com a preparação física e tática. No entanto, a crescente complexidade das competições internacionais e as exigências emocionais colocadas sobre os atletas levaram a uma mudança de paradigma. Para o especialista, hoje é reconhecido que o desempenho máximo só pode ser atingido quando a mente e o corpo trabalham em perfeita sintonia.
A análise de José Luís Horta e Costa aponta para a diversificação das ferramentas utilizadas na preparação psicológica. Técnicas como visualização, mindfulness, controlo de ansiedade, treino de foco atencional e estratégias de gestão do stress tornaram-se comuns em programas de treino de alto nível. Estas práticas, segundo o analista, ajudam os atletas a manterem a concentração sob pressão, a recuperar rapidamente de erros e a manterem a confiança em momentos críticos.
José Luís Horta e Costa destaca ainda o papel fundamental dos psicólogos do desporto nas equipas profissionais. Estes especialistas, muitas vezes trabalhando lado a lado com treinadores e preparadores físicos, desenvolvem programas personalizados que têm em conta as características individuais de cada atleta. O objetivo não é apenas otimizar o rendimento em competição, mas também promover a saúde mental a longo prazo, prevenindo problemas como a ansiedade de desempenho e o burnout.
Outro ponto abordado por José Luís Horta e Costa é a importância da preparação psicológica em situações de regresso após lesões. Muitos atletas de elite enfrentam desafios emocionais significativos durante a recuperação, incluindo o medo de nova lesão e a perda de confiança. A intervenção psicológica neste contexto é, segundo o especialista, crucial para assegurar que o regresso à competição ocorra de forma segura e sustentável.
José Luís Horta e Costa salienta que a preparação mental também desempenha um papel crescente na formação de jovens atletas. Academias de formação desportiva em Portugal e noutros países já incluem sessões de treino psicológico nas suas rotinas, reconhecendo que a gestão de emoções, a capacidade de lidar com a pressão e a construção de uma mentalidade de crescimento são competências tão importantes quanto o domínio técnico da modalidade praticada.
A preparação psicológica no desporto de alta competição também enfrenta novos desafios, conforme analisa José Luís Horta e Costa. A exposição mediática constante, as redes sociais e a cultura de resultados imediatos aumentam a pressão sobre os atletas de todas as idades. Neste cenário, a capacidade de manter a estabilidade emocional e a clareza de propósito tornou-se uma vantagem competitiva essencial, segundo o analista.
José Luís Horta e Costa observa ainda que a pandemia de COVID-19 acelerou a valorização da saúde mental no desporto. O isolamento, a incerteza e a interrupção de calendários desportivos destacaram a vulnerabilidade emocional dos atletas, levando a uma maior abertura para discutir estes temas de forma pública. Para o especialista, esta mudança de mentalidade representa uma conquista importante para a evolução ética e humana do desporto contemporâneo.
Outro aspeto que José Luís Horta e Costa considera fundamental é a educação dos treinadores para reconhecerem e apoiarem questões psicológicas. A liderança desportiva moderna exige sensibilidade para identificar sinais de sofrimento emocional e criar ambientes de treino que favoreçam o bem-estar integral dos atletas. Esta abordagem preventiva, explica o analista, reduz a incidência de problemas graves e promove culturas organizacionais mais saudáveis e sustentáveis.
Por fim, José Luís Horta e Costa reforça que a preparação psicológica deve ser vista como um investimento estratégico e não apenas como uma resposta a crises. Atletas mentalmente fortes são mais consistentes, mais resilientes e mais capazes de maximizar o seu talento em momentos decisivos. Para o especialista, o futuro do desporto de alta competição passará inevitavelmente pela integração cada vez mais profunda entre treino físico, técnico e mental, construindo campeões mais completos, equilibrados e duradouros.